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terça-feira, 4 de outubro de 2011

Nunca pára.







Vitória
intermeia rochedos
incrustada na pedra
como ostra, marisqueira
Aterrada por uma onda seca
apressada
e higienista

CWB
A cidade se revela ao olhos
pouco a pouco
Não adianta querer ir
a todos os lugares
ou seguir
qualquer tipo de guia
A cidade se desenrola aos seus pés
E não duvide
São eles que fazem o mundo girar

23.07.11

O rio resiste ao relevo que o impele
desejando caminho ao mar
E menea prazerosamente
resistindo a encontrá-lo
ROSÁRIO
Galpões, quadras, quadrados
Sem montes são retas
Quadradas como as calçadas
sem as ondulações
De uma cidade planeada
longe do mar
Ladrillos a vista
E um rio Paraná

06.08.11






segunda-feira, 16 de maio de 2011

urbex




retornei a isto. psicogeografia pictográficos "por do sol do futuro" "gerard petremand" - papel rasgado ou mundo geografia. É COM prazer que vos apresento um novo mergulho sobre a cidade...




cyberpunk sob a urbe

o motor é de barro.

são tambores de chamada motores da força luz, jogando eletricidade nos terreiros, guitarras de feiticeiros, vibrando em baixo do som da avenida que surgiu de madrugada. são cabeças coroadas de fumaça de vulcão, e uns olhos de lua cheia na lagoa, é um milhão de pessoas no mesmo raio do sol e o baque dos pés no chão na noite inteira, chegou na tela do mundo, chegou na letra da mão, chegou no colo da fera, chegou no x da paixão, chegou no bico da faca, chegou no lixo da feira, chegou no arranco do grito, chegou no chão da ladeira, chegou um rosto e um nome nascendo dentro de mim, e continuando assim a vida inteira.
Abissal e os caboclos envenenados