O que é Experiência Familiar?
Quem sabe?
sábado, 10 de maio de 2014
terça-feira, 6 de maio de 2014
Das viagens latinas (ou A segunda sofia)
"Eso no esta muerto, No me lo mataron,
Ni con la distancia..." S. Rodriguez
baixo uma chuva ácida
nada mais jaz em meu pensamento
cada parte do meu corpo
dito memória em pedaços do mundo
cada mais cor entre laços profundos
por cada canto um ardor desfaz
que ao tocar a pele mesmo barulho faz
um tremor com gosto interno
com peito cheio guardo tudo esqueço nada
conservo dentro cada palavra
a chuva fria da memória
acalenta dentro
mesmo angustia
e queima ácida os pelos fora
nada mais jaz em meu pensamento
nada e ninguém
de minhas viagens de até agora
ja.zer
1. Estar deitado (no solo ou no leito); 2. Estar morto
ou como tal; 3. Estar quieto, imóvel; 4. Estar sepultado.
Umas viagens e umas portâncias,
me parece que estiou minha capacidade de escrever em versos. Não ando escrevendo poesia, nem prosa. Não tenho me dado com as palavras a este nível, e no entanto minha arrogância ainda se atreve a dizer quando a palavra dos outros é bem dita ou não. O que tem me movido é o som. O movimento em si é sempre acompanhado de som. Vez ou outra também imagem. Mas é como se o som, tivesse substituído minha poética. Na volta de Santiago, das coisas que mais me marcaram posso dizer: dos sofás abandonados, de ponta-cabeça, em terrenos baldios a beira da estrada, à caminho do aeroporto. Numa van transfer ou num taxi de alta classe, e este foi o momento mais luxuoso de toda a viagem, e um velhinho simpático. Imagem silenciosa mas acompanhada de boa música no rádio a vidros fechados, e um dia querendo morrer. Os sofás quase sempre em bom estado, sensações de abandono e de um lugar que poderia repousar nos parques. Uma alusão a recepção callejera. Ou mesmo do couchsurfing desnecessário. Mas eu estava num carro, em movimentos rápidos, e perdia a imagem em segundos, mas eram muitos, muitos sofás. Espaçados, distantes. Em gramados. Por toda estrada.
sexta-feira, 6 de dezembro de 2013
domingo, 24 de novembro de 2013
Acordar segunda
Talvez a coisa mais linda de se ver
numa segunda-feira de manhã.
numa segunda-feira de manhã.

Ligeiro frio
e silêncio
bem queira
passe
um
carro.
quarta-feira, 21 de agosto de 2013
Algo próximo de um relato
Por todo o dia o céu chorou a voz da lua.
Que por não vê-la nada queria mostrar,
aguardando que chegasse
na porta da noite às seis e vinte a sua entrada.
Não por outra coisa o céu se abriu,
não todo, na sua esquina mais madrugada.
Nem estrela, nem sol.
Era ela, a mais amarela,
abrindo as nuvens em sua mirada.
E o céu parou suas dores
fazendo cinza também a noite.
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